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Crédito rural da agricultura soma R$ 28,2 bilhões no primeiro mês da safra 2026/2027

Foto do escritor: Alessandra de Paula
Alessandra de Paula
11 de ago.
2 min de leitura


A agricultura empresarial contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho de 2026, mês de abertura da safra 2026/2027. O valor reúne operações de produtores do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e dos demais produtores empresariais, conforme dados do Banco Central (Sicor) e das registradoras de títulos no caso das Cédulas de Produto Rural (CPR). As CPRs concentraram a maior parte dos recursos: R$ 18,8 bilhões, ou 66,6% do total contratado no mês. O custeio convencional ficou com R$ 6,5 bilhões (23% das operações).


Custeio, comercialização e investimento


No custeio da produção, o Pronamp respondeu por R$ 3,5 bilhões (53,5% do volume da modalidade), enquanto os demais produtores empresariais contrataram R$ 3 bilhões (46,5%). A comercialização da produção agropecuária somou R$ 1,5 bilhão. Já a industrialização — voltada ao processamento e à agregação de valor — registrou R$ 891 milhões. Os programas de investimento (máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de estruturas) movimentaram R$ 118,1 milhões no período. Desse total, R$ 56 milhões foram contratados pelo RenovAgro e R$ 31 milhões pelo Pronamp Investimento.


Distribuição por porte e volume de contratos


Fora do Pronamp, médios e grandes produtores contrataram R$ 5,9 bilhões (21% do total do mês). No Pronamp, o volume foi de R$ 3,5 bilhões (12,4%).No total, a agricultura empresarial formalizou 26.034 contratos em julho, dos quais 12.940 foram operações de CPR.


A região Sul concentrou o maior volume de crédito: R$ 3,6 bilhões em 6.887 contratos. Em seguida aparecem o Sudeste (R$ 2,5 bilhões) e o Centro-Oeste (R$ 2,2 bilhões).O Nordeste registrou R$ 678 milhões e o Norte, R$ 400 milhões. O tíquete médio (valor médio por contrato) foi mais alto no Centro-Oeste (R$ 1,25 milhão) e ficou em R$ 529 mil no Sul.

Entre as fontes controladas, os Recursos Obrigatórios (parcela dos depósitos à vista que os bancos devem destinar ao crédito rural) lideraram, com R$ 3,9 bilhões — 69,8% do total dessas fontes. Nas fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal, com R$ 3,4 bilhões.


Para a safra 2026/2027, a programação orçamentária de recursos equalizáveis chega a R$ 97,6 bilhões (Portaria MF nº 2.170/2026). Esses recursos financiam linhas com juros controlados pelo governo, com a diferença em relação às taxas de mercado coberta pelo Tesouro Nacional. No primeiro mês da safra, R$ 1,3 bilhão desses recursos já foram concedidos. Nos investimentos equalizáveis, o RenovAgro respondeu por R$ 56,1 milhões, o Pronamp por R$ 20,7 milhões e o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) por R$ 17,6 milhões. O Banco do Brasil concentrou 86,8% das concessões equalizáveis de investimento (seguido pelo Sicredi, com 12,8%). Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o BB ficou com 68,9%, seguido por Cresol (11%), Sicredi (10%) e Credicoamo (8,9%).


Os dados reforçam o ritmo de contratação no início da nova safra e a importância das CPRs e dos recursos equalizáveis para o financiamento da produção agropecuária brasileira.

 

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