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Vendas de máquinas agrícolas registram queda de 22% em junho, segundo a Abimaq

Foto do escritor: Alessandra de Paula
Alessandra de Paula
29 de jul.
2 min de leitura


As vendas de máquinas agrícolas atingiram R$ 4,97 bilhões em junho de 2026, registrando uma queda de 22,3% na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado do primeiro semestre, o setor agrícola foi o que mais impactou negativamente o desempenho da indústria de máquinas e equipamentos no Brasil.


Os dados foram divulgados na quarta-feira (29) pela Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). Embora as vendas tenham crescido 8,3% em relação a maio, o resultado dos seis primeiros meses do ano mostrou retração de 21,3%, totalizando R$ 26,64 bilhões.


O segmento voltado ao agronegócio apresentou a maior queda entre os diferentes grupos setoriais. Isso reflete o enfraquecimento da demanda interna e os impactos do crédito mais caro nos investimentos dos produtores rurais, conforme explicou a entidade.


No caso das máquinas fabricadas no Brasil, a redução foi ainda maior: as vendas no mercado interno caíram 17% no semestre em relação ao mesmo período do ano anterior. A Abimaq atribui o cenário principalmente à política monetária restritiva, que aumentou o custo do capital e fez os produtores adiarem compras e renovações de equipamentos.


Mesmo com o ambiente interno desfavorável, as exportações de máquinas para o agronegócio contribuíram para reduzir parte das perdas. A Abimaq ressalta que as vendas externas, com forte presença de equipamentos agrícolas, ajudaram a elevar as exportações totais da indústria em 12,7% no primeiro semestre.


No entanto, a valorização do real frente ao dólar limitou o ganho em reais dessas receitas. Outro destaque negativo é o aumento das importações, principalmente da China. Apesar da queda nos investimentos internos, as máquinas importadas representaram 47,7% do consumo nacional no semestre, alta de 2,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O crescimento das compras chinesas concentrou-se em áreas como logística, construção civil e máquinas agrícolas, intensificando a concorrência para a indústria nacional.


De acordo com a associação, a recuperação das vendas de máquinas agrícolas vai depender da melhoria do cenário macroeconômico, da redução dos juros e do aumento da confiança para novos investimentos no campo e na indústria.

 

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